sexta-feira, 30 de julho de 2010

Zico e Roberto voltam a duelar 21 anos depois



Os maiores ídolos das duas maiores torcidas do Rio de Janeiro estarão novamente no Maracanã, neste domingo. Dessa vez, não dentro do campo, como ocorreu 41 vezes nos anos 70 e 80. Mas nas tribunas, acompanhando os seus times do coração. Agora, com a função de comandar o futebol de seus clubes e tentar dar a dois gigantes do futebol brasileiro bons elencos e uma melhor estrutura. Zico, diretor-executivo do Flamengo desde junho, e Roberto Dinamite, presidente do Vasco a partir de junho de 2008, voltam a ser atrações do "Clássico dos Milhões", 38 anos depois do primeiro duelo. E 21 após o último.

Ainda como revelações formadas, respectivamente, na Gávea e em São Januário, Arthur Antunes Coimbra e Carlos Roberto de Oliveira se enfrentaram pela primeira vez como profissionais em 7 de maio de 1972, quando Flamengo e Vasco empataram em 2 a 2 em jogo do Carioca.

O equilíbrio marcou a disputa particular. Tantos nos resultados como no comportamento dos atletas. Apesar da rivalidade entre os clubes, os dois ídolos sempre se respeitaram. E também o time do adversário.

Em 41 partidas com Zico com a camisa rubro-negra de um lado e com Roberto com a Cruz de Malta no peito do outro, cada um saiu vitorioso em 12 oportunidades. E ocorreram 17 empates.

E com vários confrontos importantes nos currículos. A primeira final de Carioca em que os dois se enfrentaram foi em 74. Em 22 de dezembro, o empate sem gols deu o título ao Fla. Em 76, Flamengo e Vasco decidiram a Taça Guanabara em um jogo extra. Uma partida decepcionante para Zico. Após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação (gols de Dinamite e Geraldo), o Galinho perdeu sua cobrança na disputa de pênaltis. E viu o adversário vencer por 5 a 4 e ficar com o troféu do turno.

Outra partida marcante foi decisão do segundo turno do Estadual de 1977, em 28 de setembro. Campeão do turno, o Vasco venceria o Estadual em caso de vitória sobre o Fla em uma partida desempate. E ela veio na disputa por pênaltis (5 a 4), após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

Mas de 78 a 81, o Galinho de Quintino levou ampla vantagem sobre o outro camisa 10. O Fla ganhou quatro títulos estaduais em cinco possíveis - 78, 79 (duas vezes) e 81. Sempre tendo o clube de São Januário como o principal oponente.

A decisão de 81 foi marcante para os dois lados. Roberto manteve o Vasco da Gama vivo na disputa, marcando todos os gols da equipe nos dois primeiros jogos decisivos.

Mas no terceiro e derradeiro encontro, o Fla venceu por 2 a 1 e ficou com o caneco . Uma semana antes de derrotar o Liverpool em Tóquio por 3 a 0 e conquistar o Mundial Interclubes.

No ano seguinte, os dois voltaram a se enfrentar na decisão do Estadual, e o Vasco de Dinamite conseguiu superar o Fla de Zico, campeão brasileiro daquele ano (1 a 0).

O último encontro ocorreu 17 anos após o primeiro. Em 23 de abril de 1989, o Fla bateu o Vasco por 3 a 1, na última rodada da Taça Guanabara. Triunfo que assegurou o título do turno ao Rubro-Negro. Sem gol dos capitães. Em dezembro daquele ano, Zico, aos 36 anos, se despediu da Gávea. Um ano mais novo (nasceu em 1954), Dinamite só deixou o Vasco em 93, aos 39 anos, após rápidas passagens pelo Barcelona, Portuguesa e Campo Grande.

Nos 41 jogos em que estiveram frente a frente, Roberto fez mais gols que o maior artilheiro da história do Maracanã. Dinamite balançou a rede rubro-negra 21 vezes. O 10 da Gávea marcou 14 gols no Vasco.

Mas no confronto geral com o maior rival de seus clubes, Zico teve mais motivos para comemorar do que Roberto. Em 54 partidas contra o Vasco, o rubro-negro registrou 20 vitórias, 19 empates e 15 derrotas. E marcou 19 gols. Roberto, em 67 clássicos, ganhou 19 e perdeu 22. Além de 26 igualdades. E fez um total de 27 tentos.

Na seleção, os dois tiveram a alegria de estar do mesmo lado. Como parceiros no time titular, ajudaram o Brasil a ganhar o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos em 1976. E estiveram juntos nas Copas de 78 e 82.

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